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Domingo, 16 de Novembro de 2008

"Ouro Negro" Último dia do Festival de Jabuticaba em Sabará(MG)

Até 30 mil pessoas deverão passar pelos 60 estandes de tradicional festival que oferta, além da fruta, extenso cardápio de derivados como doces, geléias e cachaças.
Fotos: Marcelo Sant'Anna/EM/D.A Press
Com três tipos de calda, o sorvete artesanal, ao lado do chup-chup, foi o produto mais pedido nas barracas da praça de esportes

Se São Pedro colaborar, como fez ontem, o segundo e último dia do Festival de Jabuticaba de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, promete lotar a praça de esportes da cidade, onde o evento é realizado. A estimativa é de que 30 mil pessoas passem por cerca de 60 estandes, repletos da fruta e também de produtos derivados e pratos típicos da região, e assistam aos shows musicais no local.

Com a temperatura passando dos 30 graus, sorvete e chup-chup de jabuticaba foram os campeões de venda no primeiro dia do evento. “Este ano, produzi 500 litros de sorvete e não vai ser suficiente”, comemora a produtora Leonídia da Fonseca. Ela participa do festival desde a primeira edição, há 22 anos. “A partir do terceiro ano, comecei a vender o sorvete com calda de jabuticaba, morango e chocolate. Deu muito certo. Tudo é feito artesanalmente, em casa.”

A possibilidade de aumentar a cartela de clientes e estabelecer novos contatos é a principal vantagem que Leonídia vê na festa de Sabará. “Tem produtos meus indo para São Paulo e até para a África do Sul. Funcionários de uma mineradora aqui de perto levam compotas e geléias para dar de presente.”

"Tem produtos meus indo para São Paulo e até para a África do Sul" Leonídia da Fonseca, produtora

A também produtora Lázara Camponês aproveita as edições do festival para aprimorar o cardápio de produtos. “Atualmente faço vinho, licor, geléia, pinga, cocada e bombons com jabuticaba, além de suco concentrado e compotas”, diz. Para ela, a oportunidade de divulgar a cidade e o seu “ouro negro” vale tanto quanto o retorno financeiro possibilitado pelo evento. “Tenho orgulho de participar de algo que é importante para Sabará. Além do mais, já consegui encomendas até para o Natal.”

Pela primeira vez, nesta 22ª edição do festival, os produtores de derivados estão expondo seus produtos na área interna do ginásio, o que facilita o acesso e o fluxo dos visitantes e evita transtornos em caso de chuva, como no ano passado. “Nos últimos quatro anos, temos feito algumas modificações na estrutura do festival, que é uma das festas mais tradicionais de Sabará e movimenta bastante o comércio da cidade”, explica o secretário municipal de Cultura, Francisco Mayrink.

As mudanças foram feitas para agradar o público, mas as opiniões dos visitantes divergem. A farmacêutica Nelly Lages, de 36 anos, que estava acompanhada de Vitor, de 4, e Virgínia, de 16, gostou de encontrar os estandes dos produtores reunidos em um lugar mais cômodo. “É a terceira vez que saímos de BH para aproveitar o festival. Compramos compota, geléia, jabuticaba e molho com ervas, que é ótimo para colocar no lombo de porco. Eles sempre inovam, o que é muito bom.”

Já o corretor de imóveis Arthur Carabetti Filho e a mulher, a professora Eliana Zicker, se decepcionaram por não encontrar pés da fruta. “É a segunda vez que estamos aqui, mas a gente queria chupar no pé. É mais prazeroso subir e pegar a fruta do que encontrar ela já colhida, nas barracas. Mas vamos sair daqui com um saquinho, para não dizer que não chupamos jabuticaba.” O casal não sabia, mas algumas famílias que residem em regiões rurais de Sabará, como Pompéu, Arraial Velho e Ravena, alugam pés da fruta de seus pomares residenciais e sítios para que visitantes possam colher e comer a fruta diretamente da jabuticabeira.

22º FESTIVAL DE JABUTICABA DE SABARÁ
Praça de Esportes de Sabará (Praesa). Ingressos: R$ 1 (crianças até 12 anos e idosos acima de 65 não pagam). Programação musical: Hoje, às 14h, Silas da Fonseca & José Alves (música regional) e, às 19h, Bodão e Ricardo (MPB)

Fonte: Uai

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