Fotos: Marcelo Sant'Anna/EM/D.A Press |
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Se São Pedro colaborar, como fez ontem, o segundo e último dia do Festival de Jabuticaba de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, promete lotar a praça de esportes da cidade, onde o evento é realizado. A estimativa é de que 30 mil pessoas passem por cerca de 60 estandes, repletos da fruta e também de produtos derivados e pratos típicos da região, e assistam aos shows musicais no local.
Com a temperatura passando dos 30 graus, sorvete e chup-chup de jabuticaba foram os campeões de venda no primeiro dia do evento. “Este ano, produzi 500 litros de sorvete e não vai ser suficiente”, comemora a produtora Leonídia da Fonseca. Ela participa do festival desde a primeira edição, há 22 anos. “A partir do terceiro ano, comecei a vender o sorvete com calda de jabuticaba, morango e chocolate. Deu muito certo. Tudo é feito artesanalmente, em casa.”
A possibilidade de aumentar a cartela de clientes e estabelecer novos contatos é a principal vantagem que Leonídia vê na festa de Sabará. “Tem produtos meus indo para São Paulo e até para a África do Sul. Funcionários de uma mineradora aqui de perto levam compotas e geléias para dar de presente.”
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A também produtora Lázara Camponês aproveita as edições do festival para aprimorar o cardápio de produtos. “Atualmente faço vinho, licor, geléia, pinga, cocada e bombons com jabuticaba, além de suco concentrado e compotas”, diz. Para ela, a oportunidade de divulgar a cidade e o seu “ouro negro” vale tanto quanto o retorno financeiro possibilitado pelo evento. “Tenho orgulho de participar de algo que é importante para Sabará. Além do mais, já consegui encomendas até para o Natal.”
Pela primeira vez, nesta 22ª edição do festival, os produtores de derivados estão expondo seus produtos na área interna do ginásio, o que facilita o acesso e o fluxo dos visitantes e evita transtornos em caso de chuva, como no ano passado. “Nos últimos quatro anos, temos feito algumas modificações na estrutura do festival, que é uma das festas mais tradicionais de Sabará e movimenta bastante o comércio da cidade”, explica o secretário municipal de Cultura, Francisco Mayrink.
As mudanças foram feitas para agradar o público, mas as opiniões dos visitantes divergem. A farmacêutica Nelly Lages, de 36 anos, que estava acompanhada de Vitor, de 4, e Virgínia, de 16, gostou de encontrar os estandes dos produtores reunidos em um lugar mais cômodo. “É a terceira vez que saímos de BH para aproveitar o festival. Compramos compota, geléia, jabuticaba e molho com ervas, que é ótimo para colocar no lombo de porco. Eles sempre inovam, o que é muito bom.”
Já o corretor de imóveis Arthur Carabetti Filho e a mulher, a professora Eliana Zicker, se decepcionaram por não encontrar pés da fruta. “É a segunda vez que estamos aqui, mas a gente queria chupar no pé. É mais prazeroso subir e pegar a fruta do que encontrar ela já colhida, nas barracas. Mas vamos sair daqui com um saquinho, para não dizer que não chupamos jabuticaba.” O casal não sabia, mas algumas famílias que residem em regiões rurais de Sabará, como Pompéu, Arraial Velho e Ravena, alugam pés da fruta de seus pomares residenciais e sítios para que visitantes possam colher e comer a fruta diretamente da jabuticabeira.
22º FESTIVAL DE JABUTICABA DE SABARÁ
Praça de Esportes de Sabará (Praesa). Ingressos: R$ 1 (crianças até 12 anos e idosos acima de 65 não pagam). Programação musical: Hoje, às 14h, Silas da Fonseca & José Alves (música regional) e, às 19h, Bodão e Ricardo (MPB)
Fonte: Uai

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WELLINGTON VIEIRA







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