Valor máximo para a diária em quartos coletivos é de R$ 35.
Maioria do público tem entre 21 e 28 anos e é composta por universitários.

Instalados em lugares badalados e com diárias a preços acessíveis, os albergues espalhados pelo país são uma alternativa nas férias de julho para quem quer evitar gastos exagerados com hospedagem.
De acordo com Carlos Augusto Alves, presidente da Federação Brasileira dos Albergues da Juventude, o Brasil conta 95 albergues freqüentados predominantemente por um público entre 21 e 28 anos, composto por jovens universitários e recém-formados. “Além disso, 60% dos que se hospedam em albergues são mulheres”,afirma Alves.
Segundo o presidente da federação, o valor máximo da diária em quartos coletivos é de R$ 35 para associados. “Cada albergue tem sua política de preços de acordo com a época do ano, mas esse limite não deve ser ultrapassado. Até porque, na baixa temporada, sofremos a concorrência de algumas pousadas, por exemplo.”
Para quartos privativos (para duas pessoas, não necessariamente um casal), são cobrados valores mais altos. De acordo com Alves, os quartos coletivos costumam reunir de quatro a seis pessoas. O preço da diária inclui café-da-manhã, banho e roupa de cama.
Organização

Todos os albergues contam com cozinha coletiva e armários com cadeado para uso dos hóspedes, para colocar pertences de valor, e a entrada é permitida durante 24 horas. A maioria conta com banhos privativos.
De acordo com Alves, muitas pessoas ainda vinculam a expressão albergue a uma imagem de bagunça e desorganização. “A idéia é que os albergues passem a ser chamados de hostels como são conhecidos internacionalmente”, afirma. Os turistas estrangeiros costumam procurar bastante os destinos no Brasil.
"Boa parte do público escolhe o albergue não só por economia, mas também por filosofia de vida. Muitas amizades surgem a partir destes locais", diz.
Muita procura

Segundo o presidente da federação, os albergues do Rio de Janeiro e de São Paulo têm alta freqüência durante todo o ano. Foz do Iguaçu (PR) é outra região bastante procurada ao longo do ano, especialmente por turistas internacionais.
De acordo com Alves, os albergues mais disputados no inverno são os da Região Sul, especialmente os dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em São Paulo, o de Campos do Jordão também registra bastante procura.
No verão, por sua vez, os estabelecimentos próximos às praias são os mais buscados. Para quem deseja passar o Réveillon ou o carnaval em cidades litorâneas, é recomendado fazer reserva com antecedência.

Para quem curte turismo ecológico, uma alternativa são os albergues das regiões Centro-Oeste e Norte. “O Pantanal e a Floresta Amazônica são muito procurados por estrangeiros. Para os brasileiros de estados mais distantes chegarem até lá, há uma despesa alta com transporte, o que reflete numa procura muito baixa”, diz.
Atualmente, a Federação Brasileira dos Albergues da Juventude conta com 100 mil associados ativos."Infelizmente, dois terços deles viajam para o exterior", diz o presidente da federação. Segundo Alves, a expectativa é dobrar o número deste tipo de estabelecimento no Brasil em um ano.
Quem deseja ter uma carteirinha de albeguista, deve consultar o site.

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WELLINGTON VIEIRA







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