Presos três suspeitos de assalto a banco em MG

quinta-feira, 8 de fevereiro de 20070 comentários


Três suspeitos de participação no assalto ao Banco do Brasil de Riachinho, no noroeste de Minas Gerais, foram presos esta madrugada próximo à cidade de Unaí (MG). Segundo a Polícia Civil de Unaí, entre os detidos estão um policial civil de Montes Claros e outro que já havia sido excluído da corporação. Eles estavam em uma caminhonete roubada, com placa de São Paulo, e foram interceptados numa estrada de acesso a Arinos, durante uma blitz. Com os três, foi apreendida uma pistola.



O ataque ao banco de Riachinho aconteceu simultaneamente a outros dois assaltos, desta vez às agências de Iturama, no Triângulo Mineiro, e São Romão, no noroeste do Estado. O cerco aos assaltantes que ainda estão foragidos já dura quase 22 horas. Uma força-tarefa composta por 400 homens bloqueia as estradas da região.

Todo o efetivo das polícias Militar e Civil dos batalhões e delegacias do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, noroeste e norte de Minas participam da operação. O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), a Delegacia Especializada em Roubo a Bancos, e o Grupo de Respostas Especiais (GRE), da Polícia Civil, também integram a força-tarefa. Três helicópteros auxiliam nas buscas aos assaltantes. A Polícia Federal em Brasília enviou uma equipe com seis homens para auxiliar as policias mineiras.

Ainda não há nenhuma informação oficial se os assaltos desta terça-feira foram executados pelas mesmas quadrilhas que, no último dia 9 de janeiro, roubaram outras cinco agências bancárias em menos de dois dias, em quatro cidades do interior de Minas.

Mas, de acordo com um alto oficial da Polícia Militar, os assaltantes são, provavelmente, de outros Estados: "Bandido daqui de Minas não executa este tipo ousado de ação. O que eles fazem então? Trocam informações, fazem parcerias com bandidos de outros Estados, principalmente de São Paulo. Alugam armas pesadas e depois dividem os lucros com os criminosos de outros lugares", contou o militar, que pediu para não ter o nome revelado, pois tais informações são sigilosas e estão sendo investigadas pelos comandos das Polícias Civil e Militar.

Os criminosos que assaltaram as agências de São Romão e Riachinho, nesta terça-feira, estão cercados em um raio de 100 quilômetros, próximo às cidades de Uruana de Minas, Sagarana e Arinos, no noroeste de Minas Gerais. Toda a região foi vasculhada durante a madrugada.

Ação ousada
A ação dos assaltantes foi rápida. Em Riachinho, oito homens com roupas clamufladas, parecidas com as fardas do Exército, invadiram a agência do Banco do Brasil. "Estavam armados com fuzis AR-15 e pistolas. O modo de agir destas quadrilhas é sempre o mesmo. Alguns criminosos entraram no banco atirando. Outros ficaram do lado de fora atirando para todo canto. Queriam evitar a chegada da polícia e intimidar a população," explicou o capitão Adnan Barbosa, do 218º BPM de Unaí.

Na fuga, os assaltantes levaram dois reféns. Eles já foram libertados na zona rural do município, na estrada que dá acesso a Uruana de Minas e Sagarana. Ninguém ficou ferido.

Em São Romão, pelo menos cinco homens participaram do assalto ao Banco do Brasil da cidade. Ainda segundo a Polícia Militar, eles usavam fuzis AK-47 e submetralhadoras. O grupo fugiu em um caminhão F-350 roubado, que foi logo abandonado em uma estrada de terra da zona rural.

Antes, os marginais colocaram fogo no veículo. Os criminosos ainda atiraram contra um ônibus que cruzou com a quadrilha na rodovia. Ninguém ficou ferido. Segundo testemunhas, sete pessoas, entre funcionários e clientes, foram levadas reféns. Todas já foram libertadas. Um cliente do banco levou uma coronhada na boca, mas passa bem.

Em Iturama, no Triângulo Mineiro, os marginais fizeram a família de um gerente, também do Banco do Brasil, refém. Eles exigiram que o funcionário abrisse o cofre da agência. Os familiares só foram libertados depois que a exigência foi atendida.

A cidade fica próxima à divisa de Minas Gerais com São Paulo, o que pode ter facilitado a fuga do grupo. Ainda segundo a Polícia Militar, a quadrilha, possivelmente paulista, executou uma ação bem planejada. Não existem pistas dos assaltantes. O Banco do Brasil não informou a quantia que foi levada em nenhum dos três assaltos.

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